Tribo do C.I.

Só mais um blog de informática (só que não)

Google deixa MySQL e adota o MariaDB

setembro 16th, 2013

MariaDB e MySQL LogoPor vingança ou não, essa migração em massa definitivamente terá um impacto negativo no Banco de Dados relacional da Oracle.

A Primeira Lei da termodinâmica é bem simples, a energia não pode ser destruída, mais sim transformada de uma forma para outra. E no mundo dos negócios essa lei também se aplica: uma empresa que vacila pode ter o troco algum dia.

O que nunca será o motivo oficial pelo qual o mecanismo de busca do Google está migrando todo sistema no banco de dados relacional da Oracle para o MariaDB fork do MySQL, no entanto o efeito colateral contra a Oracle são óbvias.

Afinal de contas a Oracle gastou muito tempo em ações legais nos últimos anos contra a Oracle alegando quebra de Diretos Autorais em partes do código Java no Sistema Operacional da Google o Android. Incluindo 37 APIs na linguagem de Programação Java. O casos foram todos jugados a favor do Google, mais ainda continua em apelação e o Google aparentemente é difícil de esquecer.

A revelação que o Google está migrando do MySQL para o MariaDB veio do Engenheiro Senior do Google Jeremy Cole em apresetação na conferência Extremely Large Database da Universidade de Stanford na semana passada.

De acordo com o The Register, Jeremy Cole revelou durante a apresentação que o Google está trabalhando com a fundação MariaDB para atualizar com patchs ( remendos) o MariaDB 10.0 para que ele esteja pronto para migração de centenas de instancias do MySQL para o MariaDB.

“No momento estamos rodando principalmente no (MySQL) 5.1 que é um pouco desatualizado e então mudaremos para o MariaDB 10.0”, disse Jeremy…

O Google depois confirma em nota o plano de migração para o The Register.

O time de MySQL da Google está em processo de mover os usuários internos do MySQL no Google do MysQL 5.1 para MariaDB 10.0. O time de MySQL da Google e o Time SkySQL MariaDB olha a frente para trabalhar junto e avançar com a confiabilidade e os recursos do MariaDB.

Aparentemente os movimentos para a migração começou no início do ano, vestígios de que isso estava acontecendo só apareceram nos últimos 2 meses, quando o Google delegou um engenheiro para trabalhar integralmente para a fundação MariaDB.

Na época desse movimento, as especulações focavam no Google estava tentando fortalecer o MariaDB com o objetivo de manter a diversidade com o comunidade do MySQL ainda viva. Desde que a Oracle tomou o controle do Banco de Dados MySQL em 2010 quando comprou a Sun Microsystems, a comunidade do Banco de dados MyQL tem reclamado que a Oracle tem colocado algum trabalho técnico para para o banco de dados open-source, mais tem deixado poucas contribuições de fora da Oracle entrar no código base do MySQL.

Esses usuários frustrados do MySQL que desejam ver essas mudanças colocada na linha de frente do desenvolvimento do MySQL (conhecido como o “trunk”) bem como todas as mudanças técnicas dentro do MySQL dependentes dos caprichos da Oracle.

Tópicos na apresentação de Jeremy expõe a sua ( e aparentemente também a do Google) posição em relação ao Oracle MySQL:

Continua a fazer um bom desenvolvimento, no entanto sem muita visibilidade pública até o lançamento.

Bugs ignorados, feedback, comunicação com a comunidade. 

Essa falta de participação da comunidade em grande parte é devido o criador do MySQL Monty Widenius ter feito um fork o projeto MariaDB se distanciando do MySQL: para dar aos usuários do MySQL uma versão do banco de dados onde muitos podem contribuir.

Segundo Jeremy, o Google irá migrar especificamente para um branch interno do MariaDB 10.0, em que incorpora algumas mudanças específicas do Google, que equivalente ao MySQL 5.6. Esse não é de fato um fork, embora, ainda continuará mantendo o relacionamento de compartilhamento de código com o trunk do MariaDB. Jeremy contou a platéia que o Google agindo dessa forma ainda mantém o controle absoluto do desenvolvimento do branch do MariaDB.

Todos esses são perfeitamente motivos válidos para o Google se distanciar do MySQL em que se vê um claro declínio de toda base de usuários desde que o Oracle tomou de conta do projeto.

Embora seja fácil de sugerir que essa migração em massa do MySQL para o MariaDB é algum tipo de troco para Oracle, a verdade provavelmente está no tratamento da Oracle com a comunidade MySQL – A Oracle tem construído a sua cama de espinhos com a comunidade do MySQL e agora tem que deitar nela. Essa migração em massa de centenas de servidores MySQL vai fazer com que futuro e atuais clientes do MySQL de uma boa olhada em alternativas como o MariaDB.

Fonte: ReadWrite, via The Code Project

 

Google Oferece Curso Gratuito de Acessibilidade na Web

setembro 15th, 2013

Curso Introdução a Acessibilidade na Web

Estão abertas as inscrições para o curso online sobre acessibilidade na web que tem data de início para 17 de setembro de 2013 e estará disponível até 7 de outubro  que serão apresentadas ferramentas e técnicas para que desenvolvedores web possam tornar seus websites mais acessíveis para usuários cegos e de baixa visão.

O Curso será dividido em 4 partes sendo a primeira já disponível desde o dia 10 de setembro, a unidade 2 dia 17, e as unidades 3 e 4 para o dia 19 e o envio do projeto final do curso para o dia 30, pena que todo o curso será somente em inglês.

Links:

 

Lançado o Apache Flex 4.10

setembro 6th, 2013

vitrine-lancado-apache-flex-4-10O Projeto Apache Flex,  desenvolvedores voluntários e todos os envolvidos no desenvolvimento do Framework anunciaram na ultima terça feira ( 3 de setembro de 2013) o lançamento do Apache Flex 4.10.0. Esse lançamento traz diversas melhorias com relação a versões anteriores do Apache Flex e Adobe Flex.

“Nós vemos interesse no desenolvimento aumentando rapidamente. Ele teve mais de meio milhão de visualizações nos último semestre, mais 9 mil downloads do Flex SDK no último trimestre, e por volta de 130 mil visitantes únicos no web site flex.apache.org. Desde o lançamento inicial do Apache Flex no final de 2012 o interesse no projeto vem crescendo constantemente” disse OmPrakash Muppirala, commiter e membro do Apache Flex PMC 

O que há de novo no Apache Flex v4.10.0?

O Apache Flex 4.10.0 SDK permite desenvolvedores de aplicativos a construir expressivas aplicações web e móvel usando leiaute MXML para e Action Script 3, uma linguagem baseada no ECMAScript para script do lado do cliente (client-side script).

A versão contém muitas melhorias que times de desenvolvimento profissionais irão gostar. Isso avança o frame. É verdade que se tornou um dos melhores linguagens multiplataformas para escrever aplicações que foram testadas e compiladas para várias plataformas tecnológicas de um único conjunto de código.

Os destaques do Apache Flex v4.10.0 incluem:

  • Suporte as últimas versões do Flash Player e AIR Runtimes. E ao mesmo tempo, nós temos tornado mais fácil para desenvolvedores que esperavam usufruir das vantagens dos avanços das mais recentes versões do Flash Runtime permitindo escolher a versão durante a instalação. O Apache Flex SDK Installer agora permite os desenvolvedores selecionar várias combinações do Flex SDK, Flash Player e AIR Runtimes. Todas essas configurações são tratadas durante a instalação, então o desenvolvedor pode já começar a programar
  • Melhoras no suporte a antigas versões do Flash Player. Ambientes corporativos tem necesidades mais estritas para atualizar a versão do Flash Player. Por isso nossas melhorias na retrocompatibilidade, esses clientes podem seguramente atualizar a versão do Flex SDK sem forçar a atualização dos Flash Players de seus usuários finais.
  • Adicionado cerca de 15 novos componentes Spark, matendo ou substituindo os análogos mx . O novos componentes garantem que os usuários possam se beneficiar dos avanços feitos na arquitetura Spark no processo de desenvolvimento.
  • Suporte a Telemetria Avançada permitindo desenvolvedores a monitorar suas aplicações para melhora de performance usando Adobe Scout.
  • Melhor localização para múltiplas línguas. Flex 4.10.0 é melhor agora ao tentar fazer aplicativos para múltiplos países e línguas.
  • Melhor suporte “internacional” para a formatação de datas, validações e o nos componentes DateField e DateChoose.
  • Melhoras na produtividade do desenvolvedor – menos Run Time Errors (RTEs)
  • Suporte a resolução/skn móvel de 480 dpi, o que quer dizer que agora o Flex SDK pode agora aponta para dispositivos de alta resolução como iOS Retina, etc.

O download do Código Fonte do Apache Flex está disponível para download http://flex.apache.org/download-source.html.

Se você é um desenvolvedor e deseja usar o SDK do Apache Flex no seus projetos, é recomenda-se que você instale usando o instalador da IDE do Apache Flex: http://flex.apache.org/installer.html

Quando baixado de um site espelho ( fica esquisito em português né?), lembre-se de verificar o Hash MD5 ou assinatura do arquivo.

Para maiores informações sobre o Apache Flex, visite a Home Page do Projeto: http://flex.apache.org/


Confesso que há muito não ouvia nada sobre o apache flex, e cheguei a advogar contra o Flex apontando frameworks como ExtJS como melhor opção, embora tenha gostado muito de trabalhar com Action Script + Flex por um tempo no passado não muito distante. De uma certa forma é bom saber que o projeto ainda está vivo, pena que não aconteceu o mesmo como Google Wave.

Links: