As baleias da web

Hackers podem realizar um ataque chamado de “negação de serviço” que consiste, basicamente, em sobrecarregar um site ou outro serviço informático para que ele não possa ser usado pelos seus usuários legítimos. Mas o que acontece, às vezes, como aconteceu no Twitter quando o Brasil foi eliminado da Copa, é que os próprios usuários colocam os serviços em seus limites, gerando uma “negação de serviço” involuntária. Isso também é comum quando alguma universidade (a UFG por exemplo) lança o resultado do vestibular, e simplesmente o site sai do ar.
Falantes de língua inglesa tem um termo interessante a seu dispor: “bottleneck”. Literalmente, quer dizer “pescoço da garrafa”; pode ser traduzido como “engarrafamento” ou “gargalo”, mas tem um uso mais abrangente do que a palavra no português. Bottleneck é qualquer fator que limita algo.
O termo é utilizado na informática para indicar o que gerou uma queda de desempenho. O bottleneck pode ser a conexão com a internet, a velocidade de leitura ou gravação do disco rígido, a lentidão do banco de dados… Cada uma dessas causas tem seus próprios bottlenecks. Por exemplo, se o banco de dados estava lento, o culpado (bottleneck) era o processador, a memória RAM ou, ainda – e mais difícil de resolver – um erro de programação no próprio banco aqueles selects e subselects que chegam a milhares de linhas de consulta que no final já nem se sabe o que queria resgatar do banco.

Muitos ataques de negação de serviço tentam esgotar o recurso de rede, ou seja, a conexão com a internet, porque ela sempre tem um limite. É quando você faz um “ping ‘numero-ip’ -t” no cmd do Windows. Mesmo que os computadores maliciosos usados pelo ataque sejam bloqueados para que o serviço não precise gastar processador e memória para atender às solicitações do ataque, a rede ainda acaba sendo usada. A única maneira de salvar a rede como um todo é o chamado “null route”, que torna o alvo do ataque inacessível para todo mundo.

Em um ataque de negação de serviço, um hacker controla computadores para sobrecarregar um servidor. No entanto, às vezes os acessos dos próprios usuários já é suficiente para derrubar o serviço.
No caso dos “ataques” que acontecem sem querer, quando muitos usuários tentam de fato usar o serviço, é muito mais comum que o recurso a se esgotar não seja a rede e sim os recursos de processamento. Durante muito tempo, a internet era sim um bottleneck relevante. Hoje, o grande número de aplicações dinâmicas que exigem muito processamento para serem geradas – principalmente devido aos recursos de interatividade – faz com que o outros recursos se esgotem antes da conexão.

É por isso que o Twitter permaneceu acessível a maior parte do tempo, mas “baleiando” quando o Brasil perdeu a copa. A conexão era boa e suficiente para enviar a página de erro. Mas o site já não tinha mais capacidade de processamento para consultar o banco de dados e gerar a página.
Outro fato interessante é que, embora a interface web estivesse exibindo esse erro, clientes de Twitter que usavam a API ainda estavam funcionando razoavelmente, embora com alguma lentidão para o envio e recebimento de tweets. Como foi o meu caso, que estava usando o echofon na hora, e twitei uma mensagem .Isso porque o Twitter parava de atender solicitações quando estava sobrecarregado, permitindo que, esporadicamente, algumas fossem aceitas, favorecendo os clientes que acessam o site repetidamente em pequenos intervalos.

O efeito de derrubar um site por excesso de visitas é muito conhecido pelos usuários do site Slashdot. O Slashdot (cujo nome significa barra ponto, ou “/.” quem usa linux teve uma leve pitelecada na mente “/.configure” rsrs) agrega notícias de outros sites na internet, citando apenas trechos e obrigando que os usuários abram um link para ver o texto ou matéria completa.O Slashdot tem milhões de leitores e uma notícia, quando postada, recebe milhares de visitas imediatamente. Não é incomum que sites pequenos sejam mencionados no Slashdot. Despreparados, eles não conseguem aguentar a massa de visitantes e caem. Esse efeito é conhecido pelos frequentadores do Slashdot como “slashdotting”. Um site que caiu foi “slashdotted” ou, alternativamente: “/.ed”.

Como resposta, há recursos como o plugin “WP Super Cache” para o WordPress. Ele tem uma função que força o cache fixo de uma página, o que reduz drasticamente o consumo de processador para gerar aquela página. O plugin até menciona o “slashdotting” e o Digg – outro site agregador de notícias – como casos de uso. Ainda não instalamos na Tribo do CI, mas vai que a gente fica famoso duma hora pra outra, em breve vamos instalar.

Técnicos conhecem esse problema com o nome de “escalabilidade”. A pergunta é feita mais ou menos dessa forma: “Esse sistema escala?” Um sistema que escala bem é aquele que pode facilmente acomodar um aumento no número de usuários. Um sistema que não escala só funciona bem com baixa demanda.
O problema foi tão sério que o Twitter teve de mudar a linguagem de programação usada em certas partes do site, abandonado a linguagem Ruby on Rails pela Scala, uma linguagem de programação criada especificamente para resolver problemas de escalabilidade.

Afunilamento da conexão
Em casos de sites que geram muito tráfego, a conexão ainda é um problema por causa do efeito de afunilamento: há visitantes do mundo todo, mas o site se localiza em apenas um único lugar.

Há uma empresa especializada nisso cujo nome aparece muito e poucos sabem do que se trata: Akamai. Usando criativamente vários recursos da internet, a Akamai consegue distribuir arquivos por todo o mundo de forma transparente para o usuário. Entre os clientes da Akamai estão empresas como a Apple, a Microsoft e a CNN. Na próxima vez que você vir um endereço com os termos “edgesuite” ou “akamai”, saiba do que se trata: é distribuição de conteúdo no mundo todo para permitir que você faça downloads mais rápidos sem engarrafar o tráfego no local onde o site é realmente hospedado.
Você já viu algum vídeo ficar muito lento no YouTube enquanto outros estão normais? Em vários casos, é devido ao afunilamento da conexão. O YouTube espalha seus vídeos entre diferentes servidores para impedir que todos os locais fiquem sobrecarregados ao mesmo tempo.

O fato é que escalabilidade é complicada; na web, ainda mais. Às vezes, pode nem compensar financeiramente ter um sistema preparado para o pico, se esse pico for raro – voltando à copa, por mais que o Brasil se esforce, ele só pode ganhar ou perder uma vez a cada quatro anos. E é para resolver esse problema que a computação nas nuvens é tão interessante. Se der certo, questões de escalabilidade poderão ser resolvidas sob demanda, sem que seja necessário um investimento alto em infraestrutura permanente.

Software livre ajudando o país

Pois é, pra galera que acha que o software livre é só pegar o código dar uma lidinha, modificar, redistribuir, etc. Está enganado, existem várias instituições e projetos tanto de meros civis quanto do governo que usam os conceitos do software livre para se darem bem e ajudar os outros.

Estava fuçando na internet e resolvi falar sobre este assunto que me despertou o interesse de resumir para vocês:

Como todo mundo sabe o Presidente LULA, foi um dos maiores incentivadores do software livre no Brasil, com isso possibilitou e facilitou a muitas empresas a se expandirem, e não só às empresas ajudou as comunidades a se desenvolverem com projetos culturais, educacionais, etc. ( com o software livre, ou com o seu conceito ).

Quem não sabe de nada disso, dêem uma olhada nesse vídeo, em que o lula falou sobre o software livre no FISL10:

Com o governo lula ele expandiu a inclusão digital como nenhum outro, incentivou milhares de cidadãos e empresas a migrarem para o software livre fazendo com que o Brasil ficasse independente cada vez mais de empresas privadas e de outros países, arrecadando mais fundos para o governo, para gastar com coisas mais importantes como saúde, educação, cultura, etc (ou, pra quem é mais russo, pra desviar mais verba para os paraísos fiscais hehehe). E foi o que ele fez. Siga abaixo alguns projetos que achei na internet que são inclusive patrocinados pelo governo federal: ( nem todos )

Musica para baixar: O Movimento Música para Baixar – MPB é uma inciativa para conectar diversas áreas relacionadas como: música, arte tecnologia e comunicação colaborativa e espalhar suas propostas para o âmbito de diversos territórios, levando suas propostas para o maior numero de pessoas, extrapolando as fronteiras de um determinado gênero musical. […]

Tangolomango: O projeto é focado na articulação de projetos inovadores e bem sucedidos que se destacam no cenário cultural nacional por sua liberdade criativa, de acesso, diálogo e transformação e sua integração com as novas experiências que estão sendo criadas.[…]

Solivrex: Este evento foi idealizado por um grupo de pessoas interessadas em distribuir democraticamente a tecnologia livre em prol do amadurecimento tecnológico de nosso país. Sem fins lucrativos, o evento tem por objetivo principal, divulgar projetos de software livre desenvolvidos por diversos profissionais, para a comunidade acadêmica e empresários em geral.[…]

Overmundo: O Overmundo é feito pela sua própria comunidade.
Aqui, você pode encontrar textos, dicas e obras que apontam para um vasto panorama da diversidade cultural do Brasil. E o melhor: você pode não apenas ler, mas participar das discussões, selecionar os destaques do site e principalmente publicar os seus próprios conteúdos.[…]

Livro Livre: A idéia por trás do Livro Livre é que os livros não possuem donos, e são na verdade um patrimônio cultural da humanidade. Por isso, devem ser continuamente transferidos para as mãos de novos leitores ao invés de serem esquecidos em estantes e prateleiras, acumulando poeira e relegados à mera condição de objetos decorativos ou itens de coleção. É como se o mundo todo fosse uma grande biblioteca.[…]

pQui Linux: O pQui Linux é um sistema operacional GNU/Linux baseado no Slackware voltado para desktops e usuários leigos que pensam que Linux é difícil, tendo como principal objetivo estimular a migração Windows/Linux em desktops caseiros e empresariais. […]

É obvio que existem muitos outros projetos livres, Como o Projeto do Carro Opensource da FIAT, porém não vamos listar todos porque, em primeiro lugar não conhecemos todos, em segundo lugar o post ficaria muito longo e em terceiro lugar se vira e vai atras daquilo que você gosta!

Hehe, é só isso, valeu, para mais informações Clique aqui !

Chegue em casa mais cedo, Flycar!

A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos aprovou a produção de uma aeronave que se transforma em carro em 30 segundos, podendo ser usada também nas ruas. O Transition, porém, ainda está longe de ser uma daquelas engenhocas dos filmes de ficção científica: não é um carro que pode pousar e decolar em pleno trânsito. É um avião normal, que precisa de uma pista adequada para aterrissar e levantar voo.

Uma das principais vantagens do Transition sobre aeronaves leves existentes, afirma a empresa Terrafugia, é a segurança, já que o veículo pode ser dirigido na estrada em caso de mau tempo, em vez de ser impedido de voar ou de decolar em condições perigosas. Para os responsáveis pelo projeto, ele terá o potencial para “mudar o mundo da mobilidade pessoal”.

– Os deslocamentos agora se tornam uma experiência integrada terra-ar sem dores de cabeça. É o que os entusiastas da aviação vêm buscando desde 1918 – comemorou o presidente da Terrafugia, Carl Dietrich.

Movido a gasolina comum, o protótipo tem tração nas rodas dianteiras para circular nas ruas e um propulsor para o voo. O tamanho que fica quando está na configuração de carro, com as asas dobradas, permite que seja guardado em uma garagem comum.

A Terrafugia – fundada por engenheiros formados pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) – recebeu aprovação da FAA para que o veículo pese cerca de 50 quilos a mais do que o permitido na categoria (aeronave esportiva leve). Segundo os desenvolvedores, era impossível colocar todos os equipamentos de segurança exigidos para um carro desse tamanho respeitando o limite de peso.

Para pilotar o Transition, é preciso de um brevê que, nessa categoria, é obtido após experiência de 20 horas de voo. O carro voador custará por volta de US$ 200 mil (cerca de R$ 360 mil), e a empresa diz que já recebeu 70 encomendas, com os interessados pagando um depósito de US$ 10 mil (R$ 18 mil). Conforme estimativas da Terrafugia, o veículo deverá ser entregue a partir do fim do ano que vem.

A velocidade de cruzeiro no ar é de 185 km/h, motor Rotax de 100 cv e tração nas quatro rodas. Movido a gasolina comum, tem autonomia de voo de mais de 700 km.

Assista:

Encomende o seu : http://www.terrafugia.com/

Fonte:  Zero Hora

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